quarta-feira, 7 de março de 2012

Ilha de Páscoa

A ilha de Páscoa, também conhecia como “Rapa Nui” (ilha grande), “Te pito o te henúa” (umbigo do mundo) e “Mata ki te rangi” (olhos fixados no céu), é a porção de terra habitada mais isolada do mundo. Faz parte do território chileno, estando situada a 3.700 km de distância da costa do Chile. A ilha ocupa uma área de 390 Km².  
                                                                                                            

 Tem origem vulcânica. Nela, ainda se encontram três vulcões: O mais antigo, com 3 milhões de ano, é o Poike. O segundo vulcão, com 2.5 milhões de anos, é o Rano Raraku e o mais novo, com aproximadamente 11.000 anos, é o Maunga Terevaka.
A ilha leva esse nome porque seu descobridor, o comandante holandês Jacob Roggeveen, a encontrou no dia 5 de abril, ou seja, no domingo de páscoa do ano 1722.
Ela é famosa por suas enormes estátuas de pedra conhecidas como Moais. Um dos maiores mistérios dos Moais é o fato de pertencerem ao mesmo tipo e só serem encontrados nessa ilha. As estátuas medem em média de 6 a 10 metros de altura e a maior delas mede aproximadamente 22 metros e é chamada de “o Gigante”.
As estátuas foram criadas a partir de pedras retiradas das laterais das montanhas e dos vulcões que eram levadas pelas pessoas por rampas chamadas “caminho das estátuas” até o lugar em que ficaria permanentemente. As órbitas eram entalhadas antes do transporte, mas o olho era esculpido somente quando a estátua chegava a seu lugar definitivo, durante uma cerimônia chamada "Abertura dos Olhos". Nos canteiros do vulcão, sem terminar, ficaram mais de 200 Moais. A estátua “o Gigante” não está separada das laterais do vulcão e o arqueólogo americano, especialista nas estátuas, William Mulloy, acredita que ela também seria transportada.
Existem três tipos de estátuas na ilha. As primeiras são caracterizadas pelo uso de chapéus cilíndricos chamados de “Punkao”, feitos de uma rocha avermelhada. As segundas são caracterizadas por estarem nas margens do vulcão Rano Raraku, e apesar de serem parecidas com as primeiras, teem os seus corpos cobertos de símbolos, os olhos não estão desenhados e elas não usam um “Punkao”. As terceiras teem a particularidade de terem pernas.
No ano de 1989, alguns cientistas caracterizam os Moais como para raios. Para esses cientistas, com a constante descarga elétrica na ilha, os nativos haviam criado os chapéus “Punkao” para as estátuas não serem danificadas com os raios. Para esses cientistas, o formato não criativo e bem simplista desses chapéus era explicado por isso.
Na ilha, ainda se encontram muitas pontas de lança e machados. Em 1786, o francês La Perouse confirmou a existência de refúgios secretos e cavernas subterrâneas onde se abrigavam os nativos. O rongorongo é o sistema de escrita dos povos nativos da Ilha. Apesar de diversas tentativas, o rongorongo ainda não foi decifrado. Grande parte dos especialistas na ilha concluiram que o rongorongo foi criado depois do primeiro contato dos habitantes da ilha com pessoas de fora. Os primeiros a chegarem na ilha foram os espanhóis. Também acreditam que o rongorongo foi influenciado pelo trauma da escravidão, que, por volta de 1805, navios peruanos chegaram à ilha e sequestraram metade da populaçao, que na época correspondia a 1.500 pessoas.
A população da ilha em 2002 era de 3.791 habitantes. As atividades econômicas da ilha são criação de ovelhas, agricultura de trigo, milho, inhame e frutas tropicais, e turismo. Na ilha acontecem cinco festas que fazem parte da cultura chilena. A primeira é a “Tapati Rapa Nui”, que é o festival mais famoso de toda a ilha e recebe convidados do Taiti. Acontece nas duas primeiras semanas de fevereiro e é um evento cultural dedicado às tradições folclóricas. A segunda é a “Ceremonia Solsticio de Invierno”, realizada anualmente no dia 21 de junho e marcada pelas danças da polinésia. A terceira é a “Fiesta de San Pedro y San Pablo” onde um clássico prato chileno preparado a base de mariscos, peixes e verduras cozidos em folhas de bananeira, é a atração principal dessa festa. Nesse dia, 29 de junho, os pescadores locais oferecem esse prato a toda a comunidade em agradecimento aos dois santos. A quarta é a “Ka Tangi Te Ako” que acontece em outubro e é a festa realizada pelos jovens inspirados  nas raízes folclóricas. A ultima é o “Día de la lengua”, onde acontecem trabalhos de literatura, contos, desenhos e tatuagens realizados no departamento de língua Rapa Nui do Liceo Lorenzo Baeza e acontece anualmente no dia 22 de novembro.
                                                                                                      
Escrito por: Jéssica Portes                                                               

Um comentário:

  1. Ola, sou Francisco Soares , autor da teoria dos MOAI PARA RAIOS . Meu e-mail eh franciscoperessoares@gmail.com

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