domingo, 15 de abril de 2012

Acordo de livre -comércio firmado entre Estados Unidos e Colômbia.

Estados Unidos e Colômbia estão prontos para implementar o acordo de livre-comércio, que aumentará as perspectivas de exportação da indústria americana para o país Sul-americano.
A Colômbia já fez sua parte de aprovar as leis e regulamentações necessárias para que o acordo de livre-comércio entrar em vigor em maio deste ano.
Após a conclusão da VI Cúpula das Américas o anúncio oficial do acordo de livre- comércio entre EUA e Colômbia será feito. Para que esse acordo seje feito corretamente, os colombianos tiveram que cumprir várias medidas legislativas e muitas na área trabalhista, para adotar sessões extraordinárias para aprovar essas medidas.
O acordo será anunciado durante a ida do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama a Cartegena.Entre essas medidas estão proteções especiais que a Colômbia precisa adotar para os trabalhadores nas minas e seus líderes sindicalistas, em que milhares deles foram mortos.
Esse acordo ficou pendente durante anos, e por ele ter entrado em vigor acabou criando empregos na Colômbia que servirão para o crescimento econômico do país em 2012.Por fim, com esse acordo a Colômbia aumentara exportações e os Estados Unidos ampliarão seus investimentos no pais Sul-americano.

Publicado por: Hellen Sandra

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,livre-comercio-entre-eua-e-colombia-comeca-em-maio,861447,0.htm

Ditadura do Chile - 30 anos de golpe militar

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, o Chile viveu um período de intenso desenvolvimento econômico e industrial baseado em seus minérios. Com isso, atraiu diversas empresas estrangeiras, o que ajudou ainda mais na economia do país.

Na década de 60, a política do Chile estava agitada, os movimentos se dividiam entre os que apoiavam uma revolução como a cubana, ou seja, comunista e os que apoiavam a democracia e as reformas políticas. Nesse mesmo período, o presidente eleito Eduardo Frei defendia um frágil conjunto de reformas que não alcançou os objetivos esperados. Dessa maneira, comunistas e socialistas se uniram no partido Unidade Popular, que acabou elegendo o presidente Salvador Allende. Após décadas de luta e mobilização, os setores de esquerda conseguiram se organizar e eleger uma figura comprometida com as lutas populares da nação.

Como uma de suas primeiras medidas no poder, o presidente Allende seguiu uma política nacionalista e protecionista, e, assim, nacionalizou as empresas estrangeiras que estavam no país. Setores políticos conservadores e as autoridades norte americanas não viram com bons olhos a ação do presidente. 

O governo de Allende teve que enfrentar uma crise do cobre no mercado internacional, que, na época, representava grande parte da economia chilena, o que acarretou uma elevação no preço dos alimentos. Aproveitando a situação desfavorável, os EUA e os conservadores chilenos organizaram várias manifestações contrárias ao governo de Allende.

Em 11 de setembro de 1973, as Forças Armadas do Chile, com grande apoio dos Estados Unidos, organizaram um golpe para depor o presidente Allende, que resistiu de todas as maneiras até que um grupo militar invadiu o Palácio La Moneda e o assassinaram. Com a morte do presidente Allende, os militares,  liderados por Augusto Pinochet, determinaram uma rígida ditadura no Chile.

O governo Pinochet ficou marcado como um dos mais violentos regimes ditatoriais latino-americanos e o governo com maior desrespeito aos direitos humanos. Pesquisas e dados indicam que cerda de 60 mil pessoas foram mortas ou desapareceram e 200 mil pessoas abandonaram o país durante seu governo. Apenas no final da década de 80 as pressões políticas internas e internacionais passaram a criticar e abalar a ditadura chilena. Em 1988, um plebiscito previsto na Constituição negou a renovação do mandato de Pinochet.

No ano seguinte, novas eleições elegeram Patrício Azocar, da frente política oposta, como novo presidente do Chile. Entretanto, Pinochet continuou no poder como chefe do Exército, cargo que deixou em 1998 quando decidiu assumir o posto de senador vitalício.

O Chile então passou a viver um processo de redemocratização caracterizado pela denúncia e punição dos militares envolvidos com crimes políticos. Em uma missão diplomática na Inglaterra, Pinochet teve sua prisão decretada pelo juiz espanhol Baltasar Garzón. O pedido foi acatado pelas autoridades britânicas, porém, quinze meses depois, o ex-ditador conseguiu sua liberdade com um pedido de licença médica. De volta ao Chile, um forte movimento se organizou em favor do julgamento dos crimes políticos ligados à Pinochet.

Em 2002, as autoridades chilenas decidiram arquivar o processo contra Pinochet, alegando seu avançado estado de debilidade física. Pouco tempo depois, o ex-ditador com já 86 anos de idade renunciou a seu cargo, assim saindo de sua vida pública. Em 2004, novas denúncias indicavam a existência de contas secretas multimilionárias onde Pinochet acumulava os recursos provenientes das nações que apoiaram o golpe militar e outras transações ilegais. No final de 2006, Pinochet faleceu sem nunca ser efetivamente condenado pelos crimes que cometeu.

O vídeo do link abaixo explica bem o que houve nessa época:
http://www.youtube.com/watch?v=7vrSq4cievs

Escrito por: Jéssica Portes

Canadá e EUA se destacam na reunião de cúpula sobre drogas, e sobre cuba

O Canadá está participando de uma cúpula que reúne todos os estados americanos, menos Cuba que foi excluído em 1962, essa cúpula é para a discussão de diversos assuntos que envolvem todo o continente americano, desde cada presidente apresentando o lobby do seu país para atrair fortes investidores, até a discussão sobre como reduzir o nível do tráfico de drogas entre as Américas que fez com que a América Latina e o Caribe atingissem o maior nível do mundo em relação a taxas de homicídio relacionadas ao tráfico de drogas.
O maior ponto de discussão do encontro dos países americanos é o retorno de Cuba para a organização dos estados americanos, que Canadá e os EUA não estão dispostos a aceitar, porém três líderes latino-americanos já teriam dito que recusariam a assinar a declaração de cúpula caso Canadá e EUA continuem com a recusa ao país comunista. O presidente colombiano ainda lembrou que a Guerra Fria terminou décadas atrás, fazendo referência aos dois países do norte.

Fontes:

Publicado por: Anderson Rodrigues Campos

Bombas e escândalo marcam chegada de Obama à Cúpula das Américas na Colômbia

Na chegada de Obama e chefes de Estado de 33 países na sexta edição da Cúpula das Américas, explosivos foram colocados em uma vala numa região residencial situada perto da embaixada dos EUA e da sede da procuradoria geral da Colômbia. Não houve feridos e a polícia afirma que as duas bombas possam ter sido um ato de protesto por grupos de guerrilha esquerdistas do país. Os últimos acontecimentos que marcaram a Colômbia foram as derrotas expressivas das Farc, que se viu acuada e perdeu boa parte do seu poder de combate que, no entanto, ainda permanecem em atividade.

Outro tema por pouco não ofuscou a presença do presidente Barack Obama na Colômbia para a reunião de líderes das Américas: um escândalo envolvendo agentes do Serviço Secreto americano escalados para fazer a segurança do líder dos Estados Unidos, o grupo de agentes está sendo investigados, eles foram retirados da Colômbia e substituídos por outros profissionais. O serviço secreto não deu detalhes de quais seriam esses deslizes de conduta, uma das acusações seria de que um deles estaria envolvido com prostitutas, todos os 12 agentes estão sendo investigados, entre as ações adotadas está a proibição de prostituição nas ruas de certas partes da cidade.

Publicado por: Thiago Bacelar Cardoso


domingo, 8 de abril de 2012

Navio de guerra parte de porto no Reino Unido rumo às Malvinas


Nessa última semana a tensão entre Argentina e Reino Unido, em relação às Ilhas Malvinas, ganhou destaque na imprensa.  Ambos os países lembraram , com honrarias militares, o aniversário de 30 anos da guerra que colocou o arquipélago em domínio britânico.

 

Contudo, o que ganhou maior destaque foi a atitude da marinha britânica de enviar ao Atlântico Sul seu navio de guerra destroyer HMS Dauntless, um dos mais modernos de sua frota, para uma missão de 6 meses .  O ato foi visto como hostil pela argentina que acusou a Grã-Bretanha de militarizar o conflito. Anteriormente, Buenos Aires já havia acusado Londres de praticar Colonialismo em pleno século XXI.

Apesar da justificativa inglesa, classificando a operação como “rotineira”, o governo argentino apresentou queixa formal à Organização das Nações Unidas (ONU) denunciando a atitude britânica.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/navio-de-guerra-parte-de-porto-no-reino-unido-rumo-as-malvinas/n1597732112122.html

Por: David Maldonado

Visita de Dilma aos EUA tenta aprofundar relações bilaterais

Depois de acusar os países ricos de patrocinarem um “tsunami monetário” com suas políticas expansionistas, Dilma Rousseff foi aos Estados Unidos para tentar aprofundar uma relação bilateral, com a necessidade de unir esforços no combate à crise econômica mundial, mesmo tendo várias divergências.

            Junto ao presidente Obama, Dilma reafirmará que para combater o período de instabilidade é necessária uma ação realizada em conjunto e imediata. Ela também afirma que com a desvalorização artificial da moeda cria barreiras na competitividade dos produtos, especialmente no Brasil que com essas barreiras acaba que ninguém tem a ganhar com uma competição predatória e não terá o crescimento equilibrado do comércio internacional.

Nessa sua visita aos Estados Unidos, ela deixa claro que metade de sua agenda ela passará em Boston para se concentrar na questão dos intercâmbios de pessoas e de ideias, pretendendo conceder mais de 100 mil bolsas a estudantes de graduação e pós-graduação com parcerias no programa Ciência Sem Fronteiras.
Publicado por: Hellen Sandra

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,visita-de-dilma-aos-eua-tenta-aprofundar-relacoes-bilaterais,l,visita-de-dilma-aos-eua-tenta-aprofundar-relacoes-bilaterais,858690,0.htm

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Morte de homossexual gera lei anti-discriminação no Chile

No dia 3 de março, o chileno Daniel Zamudio, de 24 anos, foi brutalmente atacado, espancado e torturado por quatro neonazistas em um parque de Santiago por ser homossexual. Daniel Zamudio ficou 25 dias hospitalizado antes de falecer no dia 27 do mesmo mês. Este crime aconteceu depois de um movimento sobre os direitos homossexuais. O caso chocou o Chile e mobilizou o debate sobre a homofobia no país.

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos denunciou a morte do jovem e pediu que o país adote uma lei que puna os crimes com fundamentos na orientação sexual. O presidente Sebastián Piñera afirmou que a morte de Zamudio "não ficará impune e que reforçará o compromisso total do Governo contra toda discriminação arbitrária".

A Constituição chilena segue o princípio de igualdade humanitária, mas não estabelecia sanções específicas contra atos de discriminação. A Câmara dos Deputados do Chile aprovou no dia 4 de abril grande parte dos artigos partes de uma lei que pune a discriminação sexual ou religiosa. A lei pairava no Congresso desde 2005 e foi votada apenas após a morte do jovem. A lei ficou conhecida como "Lei Zamudio". 

A lei afirma que "se entende por discriminação arbitrária toda distinção, exclusão ou restrição sem justificativa razoável efetuada por agentes do Estado ou particulares que cause privação, perturbação ou ameaça ao exercício legítimo dos direitos fundamentais".

A lei relata discriminação por "motivos de raça ou etnia, nacionalidade, situação socioeconômica, idioma, ideologia ou orientação política, religião ou credo, participação em organizações gremiais, sexo, orientação sexual, identidade de gênero, estado civil, idade, filiação, aparência pessoal e doença ou incapacidade".

"Sabemos bem que uma lei não vai solucionar todos os problemas, que, por sinal, são muito mais profundos. Esses conceitos têm que começarem a ser transmitidos desde cedo, de casa, de nossa cultura e nossa formação como sociedade", ressaltou Chadwick, porta-voz do governo chileno.

O juiz nacional, Sabas Chahuán, confirmou no dia 28 de março que os 4 neonazistas que atacaram e torturaram Zamudio serão acusados de homicídio qualificado consumado, o que poderá gerar uma condenação de 40 anos de prisão para cada.

Antes da "Lei Zamudio", o artigo 373 do Código Penal, proibia os homossexuais de se beijarem na rua por supostamente 'ofenderem o pudor e os bons costumes'. Um caso chileno que criou muita repercussão internacional foi o que o Estado, por discriminar uma juíza por ela ser lésbica, a fez perder a custódia de suas filhas.

Escrito por: Jéssica Portes